Na minha vida atual, tenho me preocupado em cuidar melhor da minha saúde. Mas em 2016, acho que não fui muito bem sucedida. Embora eu tenha praticado esporte com mais regularidade, embora tenha me alimentado melhor e evitado algumas coisas, tive muitos problemas (alguns não relacionados à essas questões também). Usar cosméticos com composições mais naturais, menos medicamentos e hormônios, nada disso trouxe uma melhora substancial à minha saúde.

Não quer dizer que eu possa chutar o balde e fazer tudo ao contrário. Só quer dizer que a vida não é linear. Não é uma equação certinha onde x sempre implica em y, se as condições forem as ideais. Pode ser que você siga o procedimento correto e mesmo assim, tudo dar errado. E talvez seja isso que tenha me incomodado nesse caminho natureba que eu decidi tomar. Eu me percebia julgando as pessoas, além de mim mesma. Olhava alguém com várias espinhas, e já pensava: “deve estar comendo muito errado”. Ou quando alguém fazia um teste e dizia que não funcionava, eu pensava: “não está fazendo direito”. E quando as coisas começaram a dar errado comigo, eu só pensava o quanto eu estava fazendo tudo errado, e que eu tinha culpa por aquela situação.

A Thaís Godinho sempre fala que o segredo da organização é pensar na vida que temos, e não na vida que sonhamos ter. E eu acho que isso serve pra qualquer coisa, inclusive para a saúde. Às vezes a gente se culpa por não estar fazendo tudo “certo”, e talvez o que esteja nos deixando doentes seja justamente essa cobrança, esse sentimento de culpa.

Pensando aqui em quais serão minhas metas para 2017, a primeira seja aprender a pegar leve, em tudo. Levar uma vida sem levantar bandeiras ou certezas.