Eu nunca me relacionei com um cafajeste, mas imagino como seja. Deve ser aquele relacionamento doentio, que te faz mal, mas que por algum motivo que você não entende, não consegue se livrar dele. É uma relação de amor e ódio. A caminho do trabalho, percebi que tenho sim um amor bandido na vida, desses que te faz mal, doente, mas eu continuo presa a ele: esse amor pelo assunto alimentação. Cara, isso me faz muito mal.

Essa semana participei de um evento com palestras sobre alimentação, e me vi como há um ano atrás, na primeira e última aula da pós em Gastronomia Funcional. Uma enxurrada de informações, uma incapacidade de ter opções, muitas teorias da conspiração. Fiquei alguns meses sem ler nada sobre o assunto, até ir voltando aos poucos. Depois de ontem, me vi na mesma situação.

Me considero uma pessoa hipersensível, e cada vez mais vejo a influência que certas informações tem sobre mim. Sou muito impressionada. E parece que toda vez que volta a brotar a ideia de seguir, de alguma forma, algum caminho profissional relacionado à alimentação, vem uma avalanche e me leva pra longe.

Estou tentando me libertar de algumas influências, tentar pensar por mim mesma (na medida do que for possível, pois sempre vamos somando conhecimento de terceiros aos nossos). E vou tentar encerrar esse assunto de vez. Esse amor bandido é só um caso, não é pra casamento.