Algumas semanas atrás, o Chuchu e eu participamos de uma palestra de autoconhecimento, que falaria sobre autodomínio e coisas do tipo. A princípio a palestra pareceu bem interessante, embora, no meu ponto de vista, bem superficial, do tipo autoajuda barata mesmo. Até aí, tudo bem, às vezes precisamos desse blábláblá mesmo.

Mas depois de um tempo, a palestra foi virando uma outra coisa, com certos posicionamentos que definitivamente não tinham nada a ver como o que acreditamos. Algumas referências de pessoas que inspiram bons valores que nada tinham a ver com as nossas referências pessoais. O posicionamento é uma questão pessoal, não foi esse o problema maior. O problema é que esse posicionamento estava sendo “vendido” dentro de um contexto de aprendizado, de autoconhecimento e da venda de uma prestação de serviço (que era o objetivo final da empresa que estava oferecendo a palestra).

Como diz meu pai, no mundo não há espaço para amadores, e é preciso prestar atenção para não abraçar ideias que não condizem com os nossos valores. Pensamos que “não tem nada a ver” mas as pessoas que pensam no discurso X sabem exatamente as suas intenções.

Sei que foi somente uma palestra, e que nada foi perdido, mas não se engane, todo discurso tem uma intenção. E que tudo bem você compactuar com o que você quiser, desde que seja uma escolha consciente, e não algo mecânico.