Ontem o chuchu e eu nos casamos! <3

E fiquei bem pensativa nos dias anteriores ao casamento. Muitos sentimentos juntos, confusos. Ao mesmo tempo que estava muito feliz, estava muito ansiosa, muito insegura. O casamento parece algo tão pesado, tão sério, tão adulto.

Nós já morávamos juntos, há um ano. E foi um ano maravilhoso. Tivemos problemas, é claro, mas todos passageiros. Eu não me imaginava mais sem ele, todo dia, do meu lado. Fomos morar juntos bem rápido, porque tudo foi tão intenso, que a gente não conseguia ficar sem outro, nem um dia. Fiquei insegura quando nos mudamos, com medo de dar errado, com medo de ter tomado uma decisão precipitada. Passou. Mas por alguma razão, essa insegurança voltou nas vésperas  do casamento.

Eu sou uma pessoa careta, e acho que estamos na fase mais anti-careta da história. Mas parto do princípio que se somos livres, eu tenho a opção de ficar presa ao que eu quiser. Mas não é isso que é vendido. Você precisa ser livre, mesmo que ninguém saiba exatamente o que isso quer dizer.

O chuchu fez um teste no BuzzFeed, cujo resultado era que ele era um chefe de família. E a resposta foi uma paulada, como se for um chefe de família fosse a pior coisa do universo, coisa de gente que não aproveita a vida.

Se não tem problema você ser feliz do jeito que você quiser, porque querer seguir o caminho tradicional é tão errado? Acho que a minha insegurança vem disso. Como se eu estivesse perdendo toda a vida por casar. Como se eu não fosse mais aproveitar a vida. Como se a minha vida não fosse muito melhor agora.

Dá a impressão que há muita frustração no ar, e aí, é mais legal espalhar que casamento não presta. Que você irá ser infeliz. Que é algo irreversível. Que você é antiquado.

As pessoas podem e devem ser felizes. E pode ser feliz do jeito quadradinho também, tá valendo.
E agora eu vou refletir sobre essas questões na minha lua de mel na praia, tá? ^^