Eu tenho um caderninho, que é uma tentativa de ser um Bullet Journal. Não sabe o que é? Veja esse vídeo do criador do método (em inglês): Bullet Journal. Enfim, é um local onde escrevo o que preciso me lembrar, faço uma organização mínima para a semana. Acho mais agradável do que ficar escrevendo notas aleatórias no celular, e também gosto de escrever a mão.

Frequentemente aparece alguém perguntando: “E esse caderninho aí?” ou “Que tanto você escreve?”. No mínimo curioso, já que quase ninguém me fala: “Porque  mexe tanto no celular?”

Eu tento acreditar que é uma tentativa de puxar um assunto aleatório. Que é o mesmo tipo de pergunta como: “E o tempo, será que chove?” ou para a minha vida de recém-casada: “E os filhos, quando vem?”.

Mas percebo uma incidência de questionamentos em coisas que eu acredito serem boas para a minha vida. Normalmente tenho que justificar porque quero tomar água, e não qualquer outra coisa (já escrevi sobre isso em Água: Um mito), porque eu não quero café, porque não quero chocolate, porque eu escrevo tanto, porque porque porque…

Eu gosto de saber os porquês das pessoas também, mas tento fazer isso de uma forma que a pessoa não tenha que se justificar. Tento deixar claro que é só curiosidade mesmo. E normalmente não começo um debate.

Bom a finalidade desse texto é dar um toque. Se a pessoa diz que não quer café, porque não toma, não a faça justificar 38434 vezes. Se a pessoa quer anotar seus pensamentos, não vá fuçar no caderninho dela. Temos tantas coisas pra refletir sobre a nossa própria vida, vamos deixar o coleguinha em paz?