Por recomendação da minha coaching de saúde, parei o café. Desde o ano passado iniciei um processo de redução do consumo. Num primeiro momento, porque o café foi cortado no meu trabalho, e tive uma super crise de abstinência. Num segundo momento, após saber que estava quase com anemia, e café ser um dos alimentos que prejudicam a absorção de ferro. Então estava tomando café só pela manhã.

Quando a coaching me fez essa sugestão, foi como um soco no estômago. Foram várias semanas implementando na minha rotina limitações diversas, e essa era a gota d’água, um dos meus últimos prazeres alimentícios. Mas acabei cedendo, já que a ideia de ser dependente de qualquer coisa me incomoda.

Quando eu não tomava café nas primeiras horas do dia, já sabia que seria um dia com dores de cabeça terríveis. Eu nunca percebi uma relação entre o café e a disposição, que sempre ouço tudo mundo falar. Eu sempre tomei café e dormi em seguida, e com exceção das dores de cabeça, nunca me senti mais ou menos disposta por causa dele. Pelo menos era o que eu achava.

A recomendação de parar o café veio de uma conversa com a minha coaching sobre a questão do quão mal disposta eu estava, para qualquer atividade. Era um cansaço extremo e constante, que até então eu só relacionava a problemas emocionais.

As duas primeiras semanas sem café foram medonhas. Eu não parei de uma vez, fui fazendo uma transição, sempre diminuindo um pouco a cada dois dias, mas mesmo assim, foi bem impactante. Eu cheguei a cogitar mentalmente estar com depressão, pois eu sentia uma sensação de mal estar muito grande.

Na terceira semana, quando a abstinência passou, entendi o questão do café como fator de disposição. Como estamos sempre num ciclo de tomar café diariamente, nem sempre conseguimos perceber esses picos de energia que a cafeína nos dá, porque assim que começamos a ficar sem energia, vamos lá e nos reabastecemos novamente.

Percebi o quanto o café é um hábito social. Sempre tem alguém chamando pra tomar um café, para pra conversar. Mas pra tomar um copo de água, nem sempre tenho companhia.

Vou seguindo. Depois da fase crítica, estou desfrutando os benefícios de uma vida sem café. Não é fácil, eu quase desisti. Mas vale a pena.