Estou aproveitando minha última semana de férias para fazer algumas reflexões sobre coisas que não aconteceram da forma como eu imaginava em 2015, e o que eu podia fazer para melhorar. E ressurgiu a questão capilar.

A questão é que embora eu realmente não quisesse voltar a fazer progressivas, o resultado do meu cabelo não estava me deixando muito satisfeita, e eu pensei seriamente em reconsiderar a transição capilar. Eu acreditava que estava fazendo o correto, o que era melhor para a minha saúde, mas mesmo assim não estava feliz. Tive uma crise de baixa auto-estima antes do meu casamento, como eu não tinha há algum tempo, e percebi que precisava tomar alguma decisão sobre o assunto.

Notei que eu tinha algumas questões envolvidas, referentes a algumas ideologias de vida que tenho, mas que entravam, de certo em modo, em conflito. Não é possível mudar tudo de uma única vez. E o excesso de informação foi crucial para a salada de ideologias que eu estava fazendo.

Logo no começo do ano, comecei a adquirir alguns produtos que não eram testados em animais. Dentre os vários motivos que me fazem acreditar que essa seja uma boa opção, é de que se um produto precisa ser testado em um animal, talvez a composição dele não seja tão segura assim.

Depois, além de não ser testado em animais, o produto precisava ser bem natureba, sem vários compostos químicos presentes. Por último, estava quase começando a aderir somente soluções caseiras.

Tudo isso seria muito bacana se eu tivesse resolvido o meu problema. Mas a questão é que eu gastei muito dinheiro com cosméticos no ano passado, e no requisito cabelo, nenhum funcionou. Nenhum. Embora eu faça um tratamento bacana em um salão alternativo, eu não gosto do jeito que meu cabelo fica, não consigo manter o tratamento em casa e me sentia extremamente desconfortável em algumas situações, até chegar na minha crise pré-casamento.

Aí veio a reflexão: voltar ou não para a progressiva? A progressiva absolutamente seria a opção mais fácil, mas definitivamente não era a melhor opção. Manter o cabelo natural da maneira que eu estava fazendo não estava funcionando, então precisaria me engajar melhor nesse processo. Terceirizar todo o cuidado do meu cabelo para outra pessoa não era uma decisão muito inteligente. Mas cuidar do cabelo em casa talvez esbarrasse em outra ideologia minha, a diminuição do consumo.

Eu realmente acho que as empresas de cosméticos deveriam nos dar a opção de comprar frascos menores dos produtos, para que pudéssemos testá-los. Se eu compro um pote de 1kg e não gosto, o que faço com o resto? Eu detesto a ideia de comprar algo, e caso eu não goste, tento passar pra outra pessoa. Também me dá angústia ter algo parado em casa, que eu não uso. O planeta não suporta mais esse tipo de consumo. A ideia de ficar comprando produtos pra testar no cabelo, até acertar, me era meio incômoda.

O que fiz pra minimizar esse problema foi vasculhar a Internet e tentar encontrar pessoas com o cabelo parecido com o meu, e ver o que elas usam, pra tentar diminuir a taxa de erro.
Mas o fundamental foi o seguinte: estabeleci que a primeira ideologia que seguirei a risca é que eu preciso me sentir bem. Ponto final. Não há possibilidade de me engajar em causa alguma se minha auto estima estiver afetada a ponto de eu não ter vontade de sair de casa. As demais, que também são muito importantes para mim, vou ajustando aos pouquinhos.