Na última Bienal do Livro de São Paulo, em 2014, comprei um e-reader, o Kindle. Eu comprei basicamente porque embora eu adore ler, eu detesto guardar livros. Eu não costumo fazer releituras, não tenho apego ao objeto livro, não me interessa como objeto de decoração, enfim, não gosto, pronto. O Kindle foi uma ótima opção.

Continuo gostando, utilizo esporadicamente, inclusive indico para qualquer pessoa. Mas cabe uma reflexão. Eu acompanho muitos canais de booktubers, e quase nenhum cita livros emprestados por bibliotecas. Mas temos milhares de vídeos de “book haul”, mostrando os livros comprados e recebidos do mês. Eu, particularmente, sinto um desespero ao assistir esses vídeos. Não saberia onde guardar e me dá angústia em ver livros parados não lidos na minha estante.

Nos esquecemos das bibliotecas? Toda vez que eu passo em frente a uma biblioteca municipal, e ela está vazia, penso que dentro de um tempo, talvez ela não exista mais.

Eu entendo que algumas pessoas tratem livros como objeto de colecionador, mas tenho dúvidas se o ato de possuir é mais valorizado que a leitura em si. Sempre vejo vídeos que as pessoas comentam que querem ler livro X, mas que não leram porque não acharam para comprar. Como se não houvesse outra possibilidade de leitura que não seja por meio de compra. Não é assim. Caso você tenha se esquecido dessa possibilidade, estou aqui para te lembrar.

Visite a biblioteca mais próxima de você! Tenho certeza que muitos títulos que te interessam estarão lá, de graça e sem ocupar espaço na sua casa.